SPITZ ALEMÃO/LULU DA POMERÂNIA - MALTÊS

Desde minha infância convivi com cães incentivada pelos meus pais, minha tia Matilde, minha obatian (avó) e minha melhor amiga Milene. Nos dias de Natal meus pais vinham me acordar com uma caixa de sapatos contendo um cachorrinho. Quanta alegria era cuidar de um filhotinho. Cães sempre foram minha melhor companhia, nos momentos tristes e alegres.

Com 18 anos fui para o Japão trabalhar como dekassegui e foram longos 6 anos sem ter um cão. Voltei para o Brasil com 23 anos. Em 1999, com 25 anos, conheci o Herbert, e logo que fomos morar juntos ele realizou meu o sonho, que era ter uma collie, o nome dela era Mei, em homenagem a personagem do desenho Tonari no Totoro, o preferido da minha filha quando era criança. Mei viveu por 8 anos, morreu devido a um tumor no intestino.





Em 2005 fomos para o Japão para poder comprar nossa casa própria, queria ter uma casa com terreno grande para ter muitos cães e já existia a pequena intenção de ser ter criadora. Por acaso, 8 meses antes de voltarmos, passamos por um petshop, pois os passeios de domingo tinham que incluir o petshop afinal se eu podia ter um cão, queria pelo menos ficar perto deles, e encontrei nossa Hina, uma spitz alemão hoje com 10 anos. Ela tinha 5 meses e estava na loja, em um quadradinho similar a um aquário, pequeno e apertado. Não resisti e a trouxemos para casa, ficou escondida no apartamento, pois no Japão só é permitido ter cães em apartamentos próprios para pets. Os vizinhos eram brasileiros e nos ajudaram para que ela pudesse ficar.

Voltando ao Brasil fomos trabalhar em indústria, Hina teve sua primeira cria, ficamos com os filhotes até 8 meses de idade porque queríamos na verdade ficar com todos, mas não seria possível pois eram irmãos e filhos. Ficamos com a fêmea. Na segunda cria a mesma coisa. Ficamos com a fêmea. Revezávamos os três em casa entre limpeza e cuidados com os partos e filhotes, eu, meu marido e filha. E assim começou nosso canil. O registro do canil começou com as crias da Hina. Wendy, a maltês, teve duas gestações as quais vieram a ser cesárea e os filhotes não sobreviveram, então decidimos castrá-la aos 4 anos. Mesmo assim a paixão pelos malteses não se apagou e resolvemos continuar mesmo com poucos cães.





Em 2014 tive que optar, canil ou trabalho com registro em carteira e seus benefícios, glamour em trabalhar em escritório, amava meu trabalho, atuava como analista de importação e intérprete de japonês na empresa Sanoh do Brasil, a qual devo muita gratidão pois sempre souberam do meu sonho em ter os cães, sempre compreendendo minhas ausências, sem nunca ter descontado um dia ou hora sequer. Mas os cães precisavam da minha atenção integral e decidi pelo canil, mesmo com muitos medos e receios.

Com isso investimos mais no canil, melhorando a estrutura, contratando funcionário, fechando parceria com veterinária 24hs. Em 2015 fizemos nossa primeira importação de spitz da China, em 2016 o segundo e 2017 o terceiro macho, para introduzir melhor qualidade em spitz de pelagem clara. No início de 2018 iniciei a faculdade de veterinária ,mas optei por desistir do curso após concluir o primeiro semestre pois a dedicação ao curso fazia com que me ausentasse do canil, e descobri mais ainda o quanto gosto do que faço, o quanto quero e preciso estar com os cães e cuidar deles de perto.





Assim é o Canil Ueda House, melhorando a cada dia, investindo sempre em qualidade, saúde e bem estar aos cães, dedicando 24hs por dia, sem férias, sem feriados, dia e noite, para cuidar deles com o máximo de atenção e carinho, sendo acima de tudo transparente com o cliente, buscando criar cães de companhia com temperamento equilibrado, saudáveis, dentro dos padrões da raça.



Agradeço a DEUS por poder proporcionar felicidade a tantos lares, encaminhando esses pequenos para serem felizes, espalhando, multiplicando o amor.